Castelete Sempre

"Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades..." Alberto P.Lemos "Pedras Negras"

Nome: Jose Augusto Soares

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Os Meus (2)



Meu trisavô, Joaquim Xavier de Bettencourt Madruga.
1822 – 1917.
Escrivão, casou em 1850 com Inácia do Carmo, minha trisavó, e tiveram 5 filhos, o terceiro dos quais foi meu bisavô Manuel Xavier Bettencourt.
Digam lá se não era um ancião respeitável?

(Fotografia, obviamente, anterior a 1917).

Sábado, Janeiro 30, 2010

Alfarrabista (23)


Em anos de fervor revolucionário, a seguir ao 25 de Abril, um grupo de estudantes açorianos que frequentava o então "Instituto Superior de Economia", resolveu publicar este livro, “datado”, evidentemente, mas que revela, entre um ou outro excesso de carga ideológica, reinante na época, dados curiosos sobre a realidade dos Açores, e as transformações que iam acontecendo no seu viver.

Cito da Introdução:

“A social-democracia, que hoje é poder nos Açores, é prenhe de contradições e presa de reacções. O povo trabalhador prossegue a sua dura caminhada de resistência e está bem longe dela.
Mas se nos querem e prometem dar mais aeroportos e aviões mais baratos, mais portos e barcos de transporte, melhores estradas, escolas, hospitais, melhor nível de vida, não nos esqueçamos que a felicidade não termina aí, porque isso quem quer que fosse que tivesse o Poder nos Açores teria de o fazer. O problema modernamente põe-se em saber ao serviço de quem é que essas coisas são feitas e por quem é que são feitas, isto é, quem é que vai continuar a beneficiar delas.”

O livro é de 1977.

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Outrora (7)


Lajes no último quartel do século XIX.


(Fotografia do arquivo de Paulo Luis Ávila)

Quarta-feira, Janeiro 20, 2010

Meditar com Pedro da Silveira (1)


“Costeando o Pico”


“Era um lastro de “mistério”:
pedra ardida
preta e roxa.
Mas o Homem, esse tal
Fernão Alv’res Evangelho
e os que vieram após,
com seu saber de flamengos,
“Vai ou racha!”: portugueses,
e hábeis mãos italianas,
dos tufos fizeram terra
e, sem milagre nenhum,
semeando e aplanando,
multiplicaram por mil
as sementes e as estacas
na casca daquele invento,
para as covas e os tonéis.

E agora, que vinha a jeito,
bem pudera aqui contar
o conto de uns tais Soria,
Massília e Bento Maranna,
que acredito naturais
de uma ilha italiana
a que dão nome Sicília
- inventores desvaidosos
do bom Verdelho do Pico.
Mas não conto, até porque,
lá nos fundos onde jazem
os seus ossos, já nem ossos!,
eles só pedem silêncio,
flores bravas de silêncio
e cachos de uva esmagados
na sede do que fizeram.

Antes, e continuando,
sem mais nomes sobre os feitos,
direi que feito o milagre
(e cá me torna a palavra!)
de mudar em terra as pedras,
o Picaroto (assim mesmo)
desceu às praias do mar,
que são negrume, calhau,
fez-se à água, navegou-a,
foi de ilha em ilha, passou
para lá dos pegos delas:
longes de longes nos olhos
e mais nos calos das mãos:
longes terras, longos mares
desde o cais de Nantuckett
às Maluínas e Canecas
e Japões e Ariouches
- baleeiro, embarcadiço,
afoito que mais nenhum!

…E não acabo, não posso!
a conta dos contos idos,
dos de agora e que hão-de vir,
desta gente picarota
feita de lava e salmoira,
mole na fala, de ferro
nos arriscos do trabalho.
Não posso, não há palavras!

- Ei-los! ei-los! Lá vêm eles!
E Fernão Alv’res ainda !
Que olhar o seu: de ganhoa
que pica ao peixe!
Ele, é ele – a sua mão
firmando a cana do leme !”

Sábado, Janeiro 16, 2010

Sol de Inverno


Fotografia de Teresa Proença.

Terça-feira, Janeiro 12, 2010

Verde Azul (6)


Terça-feira, Janeiro 05, 2010

1962


Em 1962, foi assim.


(Fotografia de Paulo Luis Ávila)

01 Montanha do meu...