Castelete Sempre

"Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades..." Alberto P.Lemos "Pedras Negras"

Nome: Jose Augusto Soares

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Nostalgias...


A exemplo do sucedido com muitas outras tradições, perdeu-se a da garantia de qualidade da linguiça feita nos Açores.
É muito difícil, para não dizer quase impossível, encontrar aquele sabor espantoso, em que a malagueta desempenhava papel importante, a carne utilizada era de primeira qualidade, a gordura idem, o esmero na preparação, feito pelas mulheres da casa, enfim, a “velha” linguiça que já é apenas saudade.
Industrializou-se.
Estragou-se.
Perdeu-se.

Que pena!

Domingo, Junho 21, 2009

Meditar com Judite Jorge (2)

“Ronceira, a camioneta desce os ramais e volta à estrada nacional, e há mulheres de moenda às costas para a moagem de João Farinha que as há-de mandar de regresso à casa de seus donos no porão da carreira da tarde. Passa-lhe pela cabeça, em catadupa, a matéria dada, e na fosca claridade das luzes relê sem concentração os apontamentos passados a limpo no fim de semana. O condutor pára a camioneta, deixa o motor a trabalhar, a porta aberta. Júlia sabe que a paragem não deixará nem fará entrar ninguém, ali está a taberna do Hipólito, lá vai um copo de aguardente de um só golo. É sinal de que a primeira etapa está a chegar ao fim, mais uns quilómetros e estará na vila. O homem desliga o motor e as luzes, é o transbordo. A outra camioneta cheira ainda mais a combustível e parte dentro de minutos. Pachorrentos, alguns ajeitam-se nos seus bancos, procurando retomar o sono intranquilo. Outros, rápidos, dão um salto ao café para mais um copo de bagaço. É ainda noite quando a camioneta arranca, Júlia tem pela frente mais de quarenta quilómetros e, quando os fizer, não terá ainda chegado ao fim. A meio do percurso o dia baço começa a manifestar-se. Entram alunos do externato e homens da fruta com cestos de uvas e figos para vender no Faial. Finalmente, eis o povoado maior e a outra ilha ao fundo”.

As velhas e “ronceiras” camionetas….
Num tempo em que as Lajes tinham um Senhor chamado Edmundo Ávila, dono da “EMA”.

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Verde Azul (1)


Sábado, Junho 13, 2009

Alfarrabista (19)


“O dia de amanhã será aquilo que nós quisermos que seja.
Quem prepara o futuro, somos nós. Não há fatalismo na história, porque não há factos que não tenham origem em factos anteriores.
Sendo assim, nós podemos alterar o rumo do Mundo!
O que hoje fazemos não morre no círculo acanhado que nos cerca, mas penetra pelo futuro dentro. Portanto, a nossa responsabilidade não termina em nós e connosco; perpetua-se pelas gerações adiante. Um mau livro, uma má acção, uma ideia perniciosa não descem à sepultura com o seu autor, mas vão, através dos séculos, exercendo sua funesta influência nos indivíduos e colectividades.
O mesmo se diga de um bom livro, de uma boa acção e de uma ideia salutar, que continuarão, pelos tempos fora, a produzir o seu benéfico influxo”.

Terça-feira, Junho 09, 2009

Genuíno


É genuína a nossa Admiração.
É genuíno o nosso Orgulho.
É genuíno o nosso Contentamento.
É genuíno o nosso Aplauso.
É genuíno o nosso Respeito.

Genuíno Madruga.

É genuína a nossa Gratidão.

Genuíno Madruga.
Nosso.


(Foto enviada por Miguel Fernandes)

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Lobo do Mar


Frente ao Convento, olhando para a direita, é esta a paisagem.
E observando tudo, está o "Lobo do Mar".
Certamente orgulhoso por poder desfrutar deste "paraíso" diariamente.
Conseguem distinguir o perfil da cabeça, na vegetação?
Vá lá, não é difícil.


(Fotografia enviada por João Ávila)

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Bote


Nestes botes, os indómitos baleeiros escreveram, com “sangue, suor e lágrimas”, as mais belas páginas do livro eterno do Heroísmo picaroto.
Tudo enfrentaram com a humildade que lhes era característica, homens simples de mar e terra, procurando melhor sustento em ambos.
São agora utilizados em regatas a remos, ou como peças de museu.
E na “Semana dos Baleeiros”, quando Agosto se despede, lá está na muralha do Caneiro, quedo, virado de proa para a Montanha que tantas e tantas vezes foi testemunha da sua azáfama. Com muitas lâmpadas, um trancador de madeira simulando o momento auge, perfil iluminado, recortado na noite escura, que não no esquecimento.

Na fotografia, começavam os trabalhos de preparação.
E as nuvens, companheiras de ventos e marés, parecem dar guarida à bela embarcação, num final de tarde de Verão, mais um, repleto de tranquilidade.
E de beleza.

(Lajes, Agosto 2008)

01 Montanha do meu...