Meditar com Fernando Melo (1)

“À claridade mortiça da pequena chama amarela, João Mateus enfiou as calças de cotim coçado e a camisa de fora e passou à cozinha a completar a farpela da vida do mato…Aí calçou as albarcas com as meias de lã miscra e, como as madrugadas eram frias ao pé da serra, vestiu a grossa jaqueta castanha, feita do pano dos teares de São Jorge.
Já de chapéu de palha na cabeça e de lanterna numa das mãos, João Mateus saiu para o pátio e aspirou, de vontade, a frescura da noite, levemente perfumada a madressilva. Depois, com o cão a saltitar à sua volta, fez sair a mula da atafona, aparelhou-a e dispôs, em equilíbrio, dos dois lados do animal, as canecas vazias. Por fim, agarrando na foice e no bordão, meteu-se a caminho, sob um céu transparente e crivado de estrelas”.
Já de chapéu de palha na cabeça e de lanterna numa das mãos, João Mateus saiu para o pátio e aspirou, de vontade, a frescura da noite, levemente perfumada a madressilva. Depois, com o cão a saltitar à sua volta, fez sair a mula da atafona, aparelhou-a e dispôs, em equilíbrio, dos dois lados do animal, as canecas vazias. Por fim, agarrando na foice e no bordão, meteu-se a caminho, sob um céu transparente e crivado de estrelas”.






