Castelete Sempre

"Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades..." Alberto P.Lemos "Pedras Negras"

Nome: Jose Augusto Soares

Segunda-feira, Abril 28, 2008

Não há bela....

Para que não subsista qualquer dúvida, gostaria de dizer que aplaudo as obras realizadas na orla marítima das Lajes, que espero tenham resolvido um problema quase ancestral.
Apoio igualmente a transformação da nossa “lagoa”, agora com condições propícias ao desenvolvimento turístico da Vila, do Concelho e da Ilha, e ainda com mais comodidade para os nossos pescadores, que apesar de tudo, ainda existem…

Mas ninguém me levará a mal se deixar aqui um documento fotográfico, que já faz parte do passado, em que a beleza natural das Lajes é inigualável.

Ganharemos o futuro.
Mas perdemos parte desta beleza, de que já temos saudades.

Foto oferecida por João Ávila.

Quinta-feira, Abril 24, 2008

Meditar com Almeida Firmino (1)

"AMANHECER

Ao Pico


Amanheceu de branco.
É neve a névoa que respira.
Muda sentinela de alvura,
Na paisagem dorida,
Viúva d’alma,
Esmaecida,
Com os navios, ao longe, a singra,
A toda a calma.

Devagar, devagar…
Como a minha alma".

Segunda-feira, Abril 21, 2008

A minha geração



A “rapaziada” da minha geração.
Agora somos todos “cinquentões”, e alguns até já partiram.
Os adultos são a Sr.ª D. Maria dos Santos, Sr. Padre Cardoso e Sr. José Ávila.
Deixo-vos a tarefa de identificar tantos e tão bons amigos.
E um querido primo.

A foto foi-me oferecida por Paulo Luís Ávila.

Quarta-feira, Abril 16, 2008

Manhã de pesca


Esta fotografia foi tirada pelo meu amigo António Madruga, há muitos anos.
Talvez nem ele se lembre.
Manhã de Verão, pescaria para “amadores” conduzida por “mestre” Domingos.
Mar chão, azuis múltiplos, o verde da terra, o Castelete.
Que saudades!

Sexta-feira, Abril 11, 2008

Meditar com Urbano (2)


“quantos os graus de inquietude norte trezentos
e sessenta talvez mais que a circunferência
fechado o cerco a rede aperta as suas malhas
suas grades
os dominantes ventos de oeste norteiam
a sustentação secular do corpo os arquidogmas
a derivação final das rotas e sorteiam
os barcos e os passos entre as notas
e a lava:
lavados de cinzento celebramos
a partida e nos partimos de cansaço
contra a rocha em saldo a soldo levados
no rasto das baleias como bichos
como botes.”

Segunda-feira, Abril 07, 2008

"SILAPI"

“Silapi”.
Pelo menos os leitores de “O Dever” conhecem este nome de longa data, já que durante muito tempo, aí publicou poesia.
Pois o senhor José Pereira Mancebo, seu verdadeiro nome, teve a amabilidade de me enviar o poema que gostosamente aqui deixo.
Palavras de saudade e de Amor pela terra.


MINHA TERRA

Ó minha terra querida
Tesouro da minha vida
Meu altar de adoração,
Tu és o amor-perfeito
Que trago sempre no peito
Bem dentro do coração.

Tens a força do gentio,
E as amarras dum navio,
Que prendes a humanidade.
Tu cativas forasteiros,
E os teus filhos verdadeiros,
Choram por ti de saudade.

Não há força que resista,
E quem te perde de vista,
Sofre de saudade atroz,
Que assola constantemente,
No coração ou na mente,
Está sempre presente em nós.

Tu és o Rio e és a Fonte,
És o Norte e o Horizonte,
Que dá rumo aos nossos passos,
Por mais que andemos fugidos,
Temos os cinco sentidos,
Em refúgio nos teus braços.

Quinta-feira, Abril 03, 2008

1983


Já mostrei aqui este “banco” da Casa da Alfândega.
Hoje em dia, está quase sempre vazio, mas tempo houve em que era centro de conversa para os mais idosos.
Aqui têm uma fotografia de 1983.
Matem saudades!

Terça-feira, Abril 01, 2008

Alberto Lemos


Aqui têm alguns dos trabalhos executados por Alberto Lemos, a que o Paulo Luis se referia no seu comentário.
E recordo que junto à fotografia do "Castelete" a encabeçar este blogue está, desde o início, uma frase. Confiram lá de quem é...

01 Montanha do meu...