Castelete Sempre

"Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades..." Alberto P.Lemos "Pedras Negras"

Nome: Jose Augusto Soares

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

"Casa da Alfândega"


Este banco de pedra, na “Casa da Alfândega”, já serviu de ponto de encontro de anciãos que, nele sentados, conversavam enquanto o movimento da rua “Direita” passava à sua frente. Com as suas bengalas e os seus cabelos brancos, ocupavam quase todo o espaço disponível.
Quem não os recorda?
Os anos passaram, e hoje serve de local de venda de produtos naturais aos alunos da Escola Secundária, que assim juntam dinheiro para a viagem de Finalistas.
Salutar esforço por uma boa causa.
Lajes de ontem e de hoje.
Lajes de sempre!

Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

Meditar com Lélia Pereira da Silva (1)


"Homem Atlântico trouxe consigo a insularidade, a lava vulcânica, o verde das urzes e a maresia impregnando a alma. Foi poeta e cantor de sua saudade, bailou a chamarrita, o pezinho, louvou o Divino e pediu proteção a Santo Antônio e a São Pedro, amainou os campos, arrostou o mar, caçou baleias e construiu cidades. Por baixo da pele, expressão escorreita do escritor Onésimo T.Almeida e que aqui tomo emprestada, transportou seus usos e costumes, sua cultura que frutificou para além do último bastião da expansão portuguesa em terras brasileiras, no continente sul-americano.
A história fala de forma inequívoca que o assentamento de casais açorianos e madeirenses no Brasil Meridional não apenas veio preencher um grande vazio demográfico como fortaleceu a política do utis possidetis, dilatando fronteiras e assegurando a posse do território disputado por Portugal e Espanha. A grande andança açoriana por terras do Sul do Brasil e Uruguai representa mais do que um movimento geográfico, significa um movimento do espírito, indomável, na reinvenção da vida no Novo Mundo, na conquista de sonhos e na certeza de realizá-los em terras da América do Sul. Do lado de lá, o desenraizamento da terra açoriana fincada no Atlântico Norte e na margem de cá a nova raiz plantada e reimplantada, enraizada para sempre."

Domingo, Janeiro 20, 2008

"Lajense"


Cada um levava para casa o equipamento.
Balneários...era sonho.
"Lajense" no princípio dos anos 50.

Quarta-feira, Janeiro 16, 2008

Meditar com Bernardo Maciel (1)

Solidão

"Num rumor sempre igual de pequena cachoeira,
Que embala, enerva e faz dormir como um narcótico,
Tarde, noite e manhã corre, corre a ribeira
Cantando sempre o seu monólogo caótico.

Absortas e de pé as árvores escutam,
Debruçando-se um pouco, as músicas dormentes.
E não sabe ninguém que segredo permutam
Árvores marginais com as águas correntes…

Nem que querem dizer, ao deixarem tombar,
Num suspiro de quem o suspira sonhando,
Cada folha que treme um instante no ar
E depois, presa em si, vai a água levando…"

Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

Bailes "a sério"

No velho salão da Filarmónica, finais dos anos 60.
Não se pulava, dançava-se.
Como mandavam as regras.

Reconheço muitos.
Já viram o Artur engravatadinho?
De outros, guardo uma grande saudade.

Terça-feira, Janeiro 08, 2008

Meditar com Artur Goulart (1)

Terra-mater dolorosa

Terra de pão queimado
e lava doce parida
do ventre amargo dos vulcões

Povo de aves nascidas
nas rotas do mar partindo
cansadas de partir

Mar de senhores donatários
de terras-de-ninguém medo
pescado sem isca no fundo
vesgo das tabernas

Heróis de foguetes e enxada fartos
de História alfabeto arcaico
ignorante das palavras

Deus feito promessas e céu
pólvora e oiro nuvens
de fogo e vento a sol-poente

Hortênsias crescendo à espera
de esperança gente que dorme
no cais turistas de Inverno
à espreita nas esquinas

Para quê as lágrimas o sal
resiste às marés craveiros
de raiz ao sol e o sol
regressa sempre sempre”

Sábado, Janeiro 05, 2008

A Montanha atenta



E assim se vai modificando a “velha” Lagoa.
Esperamos todos que a “nova” nos encante da mesma maneira, acompanhando a evolução dos tempos e as necessidades emergentes.
A Montanha, atenta, vela para que não haja exageros.

(Fotografia de Miguel Fernandes)

Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

1985



Bons e maus exemplos.
Torres da Matriz caiadas e limpas.
Forte de Santa Catarina em ruínas.

A Pesqueira que também já mudou.

O azul e o verde.

Os eternos.

01 Montanha do meu...