Pensei lançar este blogue nas férias do ano passado.
Conhecia alguns outros feitos nas Lajes, e achava-os pouco interessantes, para não dizer dignificantes. Dir-se-ia que a razão da sua existência era apenas a crítica, a intriga, o “diz-se diz-se”, tudo encoberto e protegido por um anonimato que teimava (e teima) em persistir, porque cómodo. A pouco e pouco, no entanto, a situação foi melhorando.
O “Castelete Sempre” não serviria para isso.
Não deixaria de apontar aquilo que o seu autor entendesse menos bem ou correcto, mas o seu norte seria o de divulgar, numa perspectiva positiva e construtiva, a Vila, a Ilha, os Açores.
Faz hoje 1 ano que começou.
Por ele passaram, e continuarão a passar, escritores açorianos, desde os consagrados aos menos conhecidos, mas todos eles imbuídos do Amor a esta Terra, que apesar de desprezada e menosprezada, amiúde pelos próprios picarotos, assume a sua importância e valor, indiferente ao caminho que os Homens entendam que ela trilhe.
Ilustrei-o com inúmeras fotografias que tirei, mostrando os espaços, e são quase todos, que julgo não recearem comparação com tudo o que de Belo existe no mundo.
Publiquei ainda muitos testemunhos do passado, desconhecidos para as novas gerações, e que os mais velhos certamente recordaram com alguma emoção e saudade.
Logo ao princípio, tentei animar uma discussão em torno da Festa de Lourdes (Semana dos Baleeiros), fazendo propostas mas acima de tudo, defendendo que é necessário que as pessoas debatam frente a frente, o que pensam e querem da sua Festa maior.
Fui mostrando velhos livros sobre as Ilhas, repletos de actualidade, o que nos deve incomodar e desassossegar. Se há problemas com décadas, vai sendo tempo de os resolver.
E abordei os tais casos mais complicados e de acesa discórdia, opinando em consciência.
Mais do que o número de visitantes, ou de comentários deixados, importa-me saber que muitos o apreciam, o acarinham, o lêem.
Foi bonito, por exemplo, o almoço realizado o mês passado, nas Lajes, com alguns companheiros de “bloguismo” das Ilhas. Pessoas que nada receiam, e que sabem que esta nova forma de comunicação não pode servir para ataques pessoais inconsequentes, mas antes como meio de defender e promover o que é nosso.
O “Castelete Sempre” vai continuar a pugnar por isso.
E obrigado a todos os que gostam verdadeiramente das Lajes, do Pico, e deste arquipélago onde se criou e circula o “sangue velho dos Avós” que não permite estagnação.