Castelete Sempre

"Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades..." Alberto P.Lemos "Pedras Negras"

Nome: Jose Augusto Soares

Sexta-feira, Junho 29, 2007

Almoço (2)

Não vou fazer de uma proposta para um simples almoço um caso de discussão.
Tenho alguma vontade de o fazer, mas fico com ela para mim.

Assim, quero desde já agradecer aos que já estão inscritos.
Igualmente aos que expressaram a sua discordância e não estarão presentes.

Só não agradeço aos do costume : aos que ironizaram, aos que confundiram um almoço com uma sessão política, aos…do costume.

Entretanto, as inscrições continuam abertas, aqui ou no “S.Mateus”.

Repito: vamos fazer deste almoço um excelente convívio!

Segunda-feira, Junho 25, 2007

Almoço

E que tal um almoço dos “bloguistas” do Pico?
Já somos alguns…e penso que seria interessante.
Eu sei que também aqui há divisões… (confesso que pensei bastante antes de escrever estas linhas), mas seria uma excelente oportunidade de esquecer questiúnculas que a nada conduzem. Temos um objectivo comum: defender e enaltecer a Ilha.
É sempre tempo de ultrapassar o que não importa, o supérfluo, e embora a net seja um local propício a troca de ideias, nada há como o contacto pessoal para que nos possamos conhecer melhor. Pode parecer “lírico”, mas estou convicto que não é.
Defendo que este almoço deve ser completamente aberto aos “anónimos” que diariamente comentam os “posts” e que entendam deixar de o ser. Também eles terão ensejo de “dar a cara” livre e definitivamente.
Proponho que o almoço se faça nas Lajes, mas tenham paciência, em Agosto, está bem?
Integro desde já a lista de inscrições, e fico a aguardar as vossas.
Vamos fazer deste almoço um excelente convívio!

Sexta-feira, Junho 22, 2007

Transparência


Gosto de olhar as pedras junto ao mar.
O verde.
O azul.
Transparência e Sombras.
Um ou outro caranguejo.
Pequenos peixes.

Tudo na quietude da Lagoa.

Uns minutos bem passados.

Segunda-feira, Junho 18, 2007

Meditar com Eduíno de Jesus (1)



“Cais da saudade

No cais da saudade
Morre um sonho mais:
Sou eu, de sonho, indo
Para nunca mais.

Ponho os olhos de água
Quando morre um sonho:
Sal de água no rosto
Para um outro sonho.

A mágoa vem nesse
Breve fio de água:
Choro um sonho e ponho
Outro sonho à água.”

Sábado, Junho 16, 2007

Junho "de Inverno"

Junho cinzento.
Vento e chuva. Fortes. Quase inéditos.
A Vila molhada.
O Castelete vigilante. E recortado no horizonte.

Quinta-feira, Junho 14, 2007

"Rosa Maria"


Em terra.
Local pouco próprio para embarcações.
Mas o Inverno exige-o, sob pena de estragos.
A “Rosa Maria” e a “Cigana”. Lado a lado. De frente para a Montanha.
Que as respeita.
Que as admira.
Elas são o testemunho de uma época.
Na Pesqueira.
Quando já não há “foguete”.
Quando já não há pressa.

Domingo, Junho 10, 2007

Meditar com Avelina de Almeida (1)



"Insularmente

Insularmente
homem, pedra, espuma, lava,
insularmente aqui estamos.

O homem à procura de ser península
na espuma salgada que o banha;
a pedra arrefecida,
pois lava um dia foi,
queda-se como aviso
aos que dela procuram fazer pontes.

Insularmente humanizou-se a espera
(olhos fitos num horizonte estático)
a hera que protege as fontes
cobre também o céu de branco láctico.

Insularmente aqui estamos,
até que do ventre da lava
rompa em voo uma ave rubra,
se transforme a pedra em pontes
que o homem cubra de espuma
e, peninsularmente,
dos seus dedos nasçam fontes"

Quarta-feira, Junho 06, 2007

"São Caetano"


Lajes do Pico, Abril de 1961.

O “São Caetano” a ser arreado. Pintado de fresco.
Estão a ver aquele senhor de chapéu de palha branco, à proa? Era o meu primo Manuel Quaresma.
Apenas mais um barquito a remos. E a tranquilidade.
Na muralha apenas algumas castanhetas ocupariam o lugar que hoje é de embarcações modernas.
Outros tempos!

Sexta-feira, Junho 01, 2007

Meditar com Ivo Machado (1)



"Meia-noite! Navegamos para sul. Digo meia-noite
sem escutar no relógio. Só o tecto da noite, no qual
o meu olhar quanto descobre a esta hora me remete.
Precisa ou imprecisa é uma fronteira. Digo: Meia-noite! E poderia ser, ou será, a hora
inaugural do dia, canto primeiro do começo.
Na camarinha esqueço a vigia. Não importa mais
que hora será agora. Só o nome do oceano que atravessamos. Isso me basta. Todo o navio dorme. Assim me parece. O silêncio
desceu repentinamente. Ou será que, encerrado
em mim mesmo, dele pareço ausente? É o exacto silêncio da meia-noite. Causa medo,
mais que o mar, ou os lugares desertos do navio,
como a ré, onde se escutam vozes na escuridão.
Assumem contornos de esfinge. Que vozes serão? Repito: Meia-noite! Já não sei se é para sul
que segue o meu navio. Porque não uma ilha
onde, obstinadamente, os gestos das árvores,
ou a voz interior viessem lembrar
- Estou de passagem!"

01 Montanha do meu...