Castelete Sempre

"Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades..." Alberto P.Lemos "Pedras Negras"

Nome: Jose Augusto Soares

Segunda-feira, Outubro 30, 2006

Sem qualquer comentário

Em dia de acalorada discussão sobre o PNL (Plano Nacional de Leitura) que Eduardo Prado Coelho incendiou no "Público", ao chamar, entre outros "mimos", "aparvalhado" a um texto do blogue "A Destreza das Dúvidas", lembrei-me de algumas palavras de Cristovão de Aguiar.
São do início deste século:

"Só 45% da população portuguesa tem hábitos de leitura, mas apesar disso publicam-se cerca de 9000 títulos por ano. Em nome da sobrevivência das editoras. Hoje, com a procura desenfreada da novidade, o tempo útil de vida de um livro, comercialmente falando, é de mês e meio. As editoras para sobreviverem têm de editar muitos títulos. Encontrar um clássico numa livraria é difícil. Não estão vocacionadas para tal. Eu tenho esperança que tudo isto se modifique um dia e a leitura volte a ter a importância que já teve."

Sem qualquer comentário.

Sábado, Outubro 28, 2006

Em dia de Porto - Benfica...

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

Ora abóbora!

Reguengo do Alviela é uma das localidades mais conhecidas dos portugueses.
É quase sinónimo de cheia. Quando chove muito, e o Reguengo fica completamente isolado, rodeado de água por todos os lados, aí estão as diferentes estações de televisão em grande alarido, directos, entrevistas, frenesim, agitação...
Este isolamento demora, em média, 2 dias.

Soube hoje, através de um jornal, que o Corvo recebeu ontem a visita do habitual “Dornier” da SATA, que estava parado, por avaria, há 1 mês! Leram bem, 1 mês!
Ou seja, durante trinta dias a Ilha esteve sem transporte aéreo, e como neste período o temporal no mar nem sempre permitiu outro tipo de comunicações, tudo isto significa que o Corvo esteve isolado, rodeado de água por todos os lados...muitos e muitos dias.
Este “regresso” do pequeno avião ocupa um terço de coluna numa página interior.

Lembram-se de alguém ter falado nesta situação?
Alguma televisão fez a reportagem?

Ora abóbora!

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

Portugal bem comportado !...

Por já ter cerca de duas décadas, a questão parece definitivamente arrumada nos Açores.
Os baleeiros são os nossos heróis, há museu, estátuas, artesanato, recordações e património vário.
O “whale watching” tornou-se moda e negócio, e assim vivemos com a consciência de aplicarmos a lei “salvadora” dos cetáceos, aplaudida por ecologistas e não só. Ainda que todos soubessem que a captura de cachalotes no arquipélago nada significava (pelo número escasso de animais abatidos) no que respeita a esta extinção, Portugal soube colocar-se na primeira linha dos que obedientemente acataram a moratória internacional.
A baleação desapareceu dos Açores. Num ápice.
Mas hoje em dia, já no século XXI, basta estar atento ao noticiário nacional e internacional para perceber que nem todos têm, da moratória, a mesma leitura.
Por exemplo, o Ministério das Pescas da Islândia anunciou autorizar novamente a caça comercial à baleia, prevendo que, até Agosto do ano que vem, apanhará trinta baleias-anãs e nove baleias-comuns.
O Japão capturou mais de mil baleias-anãs entre Julho de 2005 e Março de 2006.
Já para não falar da Noruega, que em 2005 e 2006 apanhou mais de seiscentos destes animais.
Ora estamos a falar de números que os baleeiros açorianos desconheciam. A sua actividade era quase artesanal, rudimentar, sem canhões nas proas dos barcos, apenas era importante para a economia local, não para a do país.
Fica-nos a sensação de logro.
Debatemos este assunto?

Boa nova!

Saúdo o regresso do Maestro Emílio Porto às páginas de “O Dever”.
Não somos assim tão “ricos” que nos possamos dar ao luxo de não contar com a sua colaboração no jornal.

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Há melhor?


Um café, um cigarro (eu sei que há quem deteste e com razão) e este panorama!
Assim começam os meus dias de férias...

Sábado, Outubro 21, 2006

Anos 50


Eram dias de alvoroço!
O "Lima" chegara.
O Caneiro tinha um movimento inusitado, a lancha que levava e trazia pessoas, sempre cheia.
Lembro-me bem de uma fotografia muito semelhante a esta no escritório do Sr.António Ávila, ao lado de outra com o "Carvalho Araújo".
Muito penei a bordo de ambos, quando para chegar à Horta, vindo de Lisboa, demorava uma semana...

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

"Semana dos Baleeiros"-Conclusões-

A sétima crónica sobre os sete dias da “Semana” será, por isso mesmo, a última sobre este tema.
Nela farei um resumo do que escrevi e foi escrito em todas as outras.
Aproveito desde já para agradecer a todos os que quiseram participar na discussão, fazendo-o por diversos meios. Não foram muitos, mas as sugestões também irão nas “conclusões”, fazendo votos de que possam servir para algo, numa altura em que, certamente, a Organização já planeia a “Semana” de 2007.
Foi esse o propósito quando lancei o tema, por me parecer que poderia ser útil.
Assim, a Semana deverá continuar a ter por espírito homenagear Lurdes e defender o património baleeiro, o qual, a meu ver, é o grande valor das Lajes. Como o próprio nome indica, deverá ter essa duração (sete dias) e não ser apenas uma festa das Lajes, mas de todo o Concelho.
Será importante que os patrocínios aumentem, nomeadamente os do comércio local, primeiros beneficiados do êxito da Semana. Sugerido que se realize uma reunião entre todos e a Organização, para atempadamente estudar formas de contrapartida do investimento.
A Câmara não deveria autorizar que alguns estabelecimentos “façam barulho” até às 4 e meia da madrugada, limitando essa autorização às 3 horas. A PSP cumprirá o seu dever de velar pela ordem pública, principalmente aos atropelos a essa mesma ordem. É que o barulho nocturno nas Lajes é perfeitamente insuportável nesses dias.
Deverá haver cuidado especial na elaboração do programa, para que não haja horários coincidentes (ou quase) de muitas das actividades propostas, obrigando a uma ginástica contra-producente a quem queira assistir a duas ou três. Defende-se um espaçamento das mesmas, de forma a obstar a esta situação.
Haja o que houver com a ampliação do “Museu dos Baleeiros”, importa arranjar outra localização para a “Tasca das Terras”, por muitos considerada, já, um dos “ex-libris” da festa. Relativamente às outras “tasquinhas”, deveria ser combinado entre quem as patrocina, e igualmente antes da Semana, que a oferta não fosse igual em todas. Repartindo as várias opções, não existiria a sensação, quase certeza, de que são todas iguais.
Importa ainda valorizar a promoção do que é nosso (atenção à situação da Orquestra Municipal), no que respeita ao programa musical. Defendemos menos “vedetas” de fora, e mais espaço para os artistas açorianos. O artista de fora actuaria no sábado.

Parecem ser estas as maiores conclusões.
Especificando alguns aspectos particulares, acrescentaria:

Seria possível um serviço extra de camionetas da Madalena e do Cais, especial para estes dias? Haveria ligação com transporte marítimo para Faial e S.Jorge?
Que entidade colocaria botes baleeiros para alugar à disposição dos visitantes?
A Filarmónica não poderia pensar em organizar um bingo durante as noites? Terá autorização legal para isso? Em paralelo com bailes e outras actividades, seria uma maneira de funcionar sempre.
O cinema não deverá fazer parte do Programa. Se não houvesse exibições regulares de filmes, ainda se poderia aceitar. Assim, quase parece como se um programa de televisão fosse incluído nas festividades.
O voleibol, o hóquei em patins e o ténis de mesa representam o Pico ao mais alto nível nacional. Porquê limitá-lo à prática amadora? Onde estão as equipas picarotas?
Despropositada e nada acrescentando, a galopante carroça puxada por um cavalo, conduzida por um senhor que mais parece sevilhano.
E finalmente, os “restos mortais” de copos de plástico e garrafas de cerveja, às centenas, que invadem a Vila durante a noite, oferecendo às manhãs um triste e degradante espectáculo. O pobre Pereira (que magnífico colaborador) não pode limpar aquilo tudo sozinho.

Uma vez mais, quero agradecer a todos os que participaram na discussão deste tema.
De uma forma civilizada, é possível levantar algumas questões pertinentes.
Importa agora que elas cheguem a quem de direito.
Por mim, publicarei em ”O Dever” estas conclusões, esperando que alguma entidade as possa ler.

Terça-feira, Outubro 17, 2006

Muito bom


Não foi só a paixão por coleccionar tudo o que encontro de música açoriana. Para além disso, atraiu-me neste cd a fotografia da capa, bem antiga, de um local conhecido por "Bicas" dos Flamengos, no Faial. Segundo pude ler depois, era aqui que as mulheres lavavam as roupas.
Este trabalho, que recomendo, apresenta temas populares do Pico e do Faial.
E fico à espera do primeiro cd dos "Trovas do Sul"!

"Espaço Açores"

Afinal, continua a haver só um restaurante açoriano em Lisboa, porque o dono deste novo espaço é o mesmo do "Bambino d'Oro", que entretanto encerrou.
As diferenças não são grandes, o que apraz, porque o Senhor Alfredo já habituara os lisboetas saudosos das nossas iguarias a momentos de boa fruição e consolo. Mas há melhorias, nomeadamente na bonita vista sobre o Tejo (é rio, mas é água...), na decoração e no próprio espaço. As paredes estão forradas a criptoméria, e podemos adquirir doces regionais e livros turísticos do Arquipélago.
Deliciei-me com uns torresmos com inhame, e rematei com uma "tijelada" de S.Miguel. Só faltaram as lapas grelhadas de entrada, porque não tinham chegado dos Açores. Nada de grave, porque sei que é prática corrente haver.
Aos domingos há cozido das Furnas, Sopas do Espírito Santo na primeira sexta e sábado de cada mês.
Gostei. E recomendo.

Domingo, Outubro 15, 2006

1935

Sexta-feira, Outubro 13, 2006

Sem palavras!

Quinta-feira, Outubro 12, 2006

Semana dos Baleeiros -6-

Chegou a vez de falar nas atracções musicais que preenchem a Semana.
Começo por expor claramente a minha opinião. Sou perfeitamente contra a contratação de vários conjuntos de qualidade duvidosa, só por serem do Continente, onde ninguém os conhece. Eu sei que há que agradar a todos os públicos, e não me coloco na posição egoísta de achar que tudo aquilo que não corresponde aos meus gostos musicais, não devia existir. Mas entendo que se gasta dinheiro desnecessariamente.
Percebo igualmente que se pretenda apresentar, noite após noite, um nome chamativo, seja ele do fado, do rock ou de qualquer outro género. Só que nomes desses não abundam em Portugal, e portanto, muitas vezes, de chamativo têm pouco ou nada, mas não deixam de se fazer pagar como se o fossem.
Guardaria essa tal “vedeta” para o sábado, como me parece que tem sido feito. Mas nos outros dias, viveria da “prata da casa”. Passo a explicar.
De memória, e sem grande esforço, saliento o Grupo Coral das Lajes, a Orquestra Municipal, a Tuna de cordas das Ribeiras, os “Trovas do Sul”, alguns fadistas e seguramente alguns conjuntos. As nossas raízes, aquilo de que o povo gosta, e a que adere sem hesitações. E aqui reside uma das grandes contradições da “Semana”. Quer honrar o Concelho, mas importa produtos para o promover. Não me parece correcto. Até porque não há necessidade, e basta lembrarmo-nos dos espectáculos na Matriz e dos “Trovas” para compreender que matéria-prima não nos falta. Querer agradar a uns quantos que de tanto beber nem uma nota musical conseguem ouvir, é desperdiçar tempo e dinheiro. Não tenho qualquer dúvida sobre isso.
Mas...o que não pode acontecer é a Orquestra Municipal só tocar uma vez por ano, exactamente na Semana. Não há agrupamento que consiga subsistir nessas condições, não há estímulo, no fundo, não há condições. Lembro-me bem que o primeiro Maestro desta Orquestra foi o meu querido e saudoso Tio Manuel Xavier, e recordo o seu entusiasmo no nascimento desta iniciativa, que teve a sua estreia num 25 de Abril, no Salão da Filarmónica, em espectáculo inolvidável que tive a felicidade de presenciar, seguindo-se uma sessão de folclore picaroto por um grupo da Ribeira do Meio, que julgo já não existir. Bons tempos! Custou-me muito ouvir da boca de um dos músicos que era a última vez que tocava, pela razão já exposta. Ter aquele naipe de instrumentistas à disposição e não o aproveitar, é desperdício que custa a entender, num meio pequeno como um Concelho do Pico. Questão a rever urgentemente. Enquanto é tempo.
Um outro aspecto que me parece fundamental, é a música clássica. Claro que a Orquestra Juvenil de Lisboa, com dezenas de elementos, não estará nas Lajes todos os anos. Mas há grupos bem mais pequenos, e portanto menos onerosos, de qualidade indiscutível e que contribuiriam para um programa à altura. Não na Pesqueira, mas na Matriz, no Auditório, no Salão ou no Forte de Santa Catarina. Locais em que não passem carroças puxadas por cavalos, num estilo andaluz e que a mim nada diz.
São verdadeiras atracções, mas passam despercebidas se não as promovermos.
Reparem que ainda nem falei das Filarmónicas. Como tem sido feito, e concordo, deverão tocar no Cruzeiro, a horas mais apropriadas, e sem a “concorrência” de outros espectáculos. E as que existem no Concelho e na Ilha chegam bem, para quê ir buscar bandas de outras paragens? Os intercâmbios devem acontecer em outras alturas, não na festa. E por respeito aos tocadores, e conforto de quem assiste, corte-se o trânsito durante os concertos, pois já não há paciência para os “engraçados” que abrem os escapes nessas alturas, talvez achando que se tornam notados. Tornam-se, de facto, mas pelos piores motivos.
Sábado seria então o dia do convidado.
Não sei se a “Filarmónica Gil” é uma grande atracção. Mas aceito.
Neste ponto particular, há que ponderar a relação custo/benefício. Sei que artistas destes pagam-se principescamente. Exageradamente. Aproveitando o facto de ser “festa”, inflacionam os seus “cachets” e as comissões organizadoras, se os querem, não têm outra possibilidade senão pagar-lhes.
Aqui ficam algumas sugestões.
Defendo que a “Semana” não tem de se preocupar com o chamariz que este ou aquele possa constituir, tem é de agradar a um número tão vasto quanto possível. Mas há gregos e troianos, ou seja, é impossível satisfazer todos. Por isso, procure-se poupar no que é exagerado. Sim, poupar. O argumento de que, por ser festa, não se deve olhar a despesas, não vinga, e ouvi-o de muito boa gente. As Lajes não são excepção no preocupante estado do país, há que cumprir os Orçamentos, sem loucuras e com ponderação.
E valorizando o que é nosso.

Domingo, Outubro 08, 2006

“Semana dos Baleeiros” – 5 –


Penso que um dos maiores sucessos da Semana é, sem qualquer dúvida, a “Tasca das Terras”.
Num espaço rudimentar, mas arejado e bem iluminado, há quem aguarde em fila até a porta abrir, sentando-se de seguida nos enormes bancos de madeira, lado a lado com algum ilustre conhecido ou completamente desconhecido, num ambiente simples mas cordial, diria até familiar.
Evidentemente que o segredo do êxito está directamente relacionado com a qualidade das iguarias, das quais destaco a morcela, que me parece divinal, a linguiça com inhames, saudosas que são umas lapas que ninguém vê, ou outras maravilhas proibidas de comer e quase falar. E como sabem bem umas favinhas cuidadosamente feitas, espetadas num palito, a acompanhar uma descontraída cavaqueira de férias e festa, aproveitando-se para rever amigos que longos 12 meses separaram do nosso convívio.
Mas...o segredo tem mais que se diga.
O que verdadeiramente torna a “Tasca” num dos grandes atractivos daqueles dias e noites, é que nela temos a certeza de encontrar a tradicional gastronomia do Pico, essa mesmo, a velhinha, aquela a que fomos habituados desde pequenos, e de que sentimos sempre saudades e falta. Estar e comer na “Tasca” recorda-nos os “bons velhos tempos”, não duvidem. É completamente diferente de “hamburger”, “caipirinha”, “shot” “pizza”e outras modernices que não satisfazem o nosso gosto.
Este facto, esta fidelidade às nossas tradições, deve servir de exemplo para tudo o resto que à festa respeite. Como muito bem escreveu Agustina Bessa-Luis, “Uma acção progressiva tem que ter raízes tumulares, raízes naquilo que encerrámos definitivamente – uma era, um conhecimento, uma arte, uma maneira de viver”. Aí está o ponto. Porque a Semana quer-se progressiva.
E deve servir como inspiração para quem tem de organizar o Programa, bastando para isso olhar à sua volta e ponderar no que tem para apresentar.
Simples.
Volto à velha questão: valorizar o que é nosso não significa menos apreço pelo que não é, mas é mais fácil de concretizar, mais barato, e acima de tudo, corresponde às expectativas da maioria. Responde cabalmente aos nossos profundos desejos, enche-nos a alma de contentamento. Sem olhar a escalões etários, porque novos e velhos sempre apreciaram o que é seu.
Não sei o que acontecerá à “Tasca” quando aquele espaço servir para alargar o Museu, o que me parece prioritário e não sofrerá, penso eu, contestação. Certamente terá de arranjar nova localização, mas não deixará todos nós órfãos daqueles momentos.
No Concelho das Lajes há excelentes cozinheiras, e haveria espaço para mais “Tascas” como esta, da Piedade a S.João. As Juntas de Freguesia saberão, melhor que ninguém, propor essas actividades, e a festa ficaria bem mais alicerçada nos nossos costumes.
Um aspecto que julgo ser de repensar, neste contexto de “comes e bebes”, é o patrocínio de uma determinada marca de cerveja à festa. Eu sei que quem investe quer ter retorno, quanto mais não seja, de imagem, em publicidade. Mas aquela aberração que colocaram em cima da Lota, gigantesca, de uma lata da referida marca, ultrapassou as marcas...estéticas, e até do simples bom-senso. Sempre defendi que a lei da livre oferta e procura é a que melhor serve os consumidores, sem proteccionismos arcaicos e talvez injustos. Sempre detestei a exclusividade e odiei monopólios. Caramba, a Semana não será “Super”, mas tanto também não. Aspecto a rever, na minha opinião.
Gostaria ainda de abordar aquela fila de tasquinhas, ou barraquinhas, junto à muralha.
De uma ponta à outra, dão a sensação de serem todas iguais, com as mesmas propostas, sendo indiferente sentar-me nesta ou naquela, porque o que se come é igual.
Não seria possível, antes da festa, uma reunião com os vários proprietários, muitos deles Instituições, e repartir por todos o que têm para oferecer? Suponhamos que na primeira se podia encontrar torresmos, na segunda abrótea, e por aí fora. Julgo que se criaria uma tradição, que as pessoas saberiam, consoante os seus apetites, onde se dirigir. Que algum se lembrasse de uma bebida chamada “angelica”, hoje praticamente esquecida, de um doce de amora que as nossas avós faziam como ninguém, enfim, do nosso “património”.
São apenas umas “achegas” que lanço à discussão.

Dúvidas

Recebi vários mails, perguntando a "password" para comentar.

Esclareço que se escolherem "Other", basta indicar o nome e publicar o comentário. A password só é necessária caso tenham blog próprio e optem por identificá-lo. Caso contrário, ou como "Other" ou como "Anonimous", é só escrever e publicar.

Obrigado a todos

Sábado, Outubro 07, 2006

Sublime !

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

"Espaço Açores" em Lisboa

Até agora, que eu conheça, só havia um.
Mas já existe outro, na Ajuda.
Dá pelo nome de "Espaço Açores", e é o segundo restaurante açoriano em Lisboa.
Morcela frita, a alcatra, a molha, lapas, polvo,moreia frita, linguiça com inhames, torresmos, sopas do Espírito Santo, caldo de peixe.
Promete!
Nestas coisas, é melhor esperar para ver...ou seja, é melhor experimentar.
Verei, e depois direi alguma coisa.

Quinta-feira, Outubro 05, 2006

A Frase da Semana

Não conheço "esse gajo de lado nenhum".

Alberto João Jardim, referindo-se a Carlos César, a propósito da nova lei das Finanças das Regiões Autónomas.

"Público" de hoje.

NOTA :
Estamos mais que habituados à verborreia anti-todos de AJJ. Mas esta frase, entre muitas outras, não ultrapassa o limite da decência?
Para além de serem os únicos Presidentes de Governos Regionais em Portugal, fazem, por exemplo, parte do Conselho de Estado.
Não foi só o Presidente do Governo Regional dos Açores a ser ofendido. Foram todos os açorianos.

Terça-feira, Outubro 03, 2006

Recomendo este livro

“...é muito mais fácil conhecer a fundo um bloguista que se lê todos os dias do que um colega de trabalho. As relações que se instauram são sólidas, visto que a profundidade da relação que se alcança através daquilo que se escreve e lê é nitidamente superior á que se pode obter em muitos casos (não todos, é claro) de relações pessoais fora da Rede. De facto, são diferentes os tempos e os modos de relacionamento. Ao manter um blogue empenhamo-nos por completo e exprimimo-nos com a ponderação certa, que a escrita permite e que a expressão oral por vezes nega. No blogue aprofundamos, limamos, desenvolvemos o nosso pensamento de um modo que, sem este traçado cronológico, não seria possível. Através desta “história intelectual confiada à Rede” as pessoas conhecem as nossas ideias, as nossas opiniões e as nossas preferências. E interagem connosco.
Sobretudo através dos blogues escolhemos e somos escolhidos, mas confrontamo-nos também com temas ocasionais, com base em critérios de afinidade e de interesses comuns. Evidentemente, tornando público o nosso percurso intelectual somos sempre julgados, na prática, de cada vez que alguém nos lê. A maior parte das vezes este juízo é inclusivamente público (através da possibilidade de comentar os posts), e isto contribui para reforçar a noção de que pertencemos a uma comunidade intelectual em que o relacionamento dita as regras”.

Giuseppe Granieri
“Geração Blogue”

01 Montanha do meu...