A sétima crónica sobre os sete dias da “Semana” será, por isso mesmo, a última sobre este tema.
Nela farei um resumo do que escrevi e foi escrito em todas as outras.
Aproveito desde já para agradecer a todos os que quiseram participar na discussão, fazendo-o por diversos meios. Não foram muitos, mas as sugestões também irão nas “conclusões”, fazendo votos de que possam servir para algo, numa altura em que, certamente, a Organização já planeia a “Semana” de 2007.
Foi esse o propósito quando lancei o tema, por me parecer que poderia ser útil.
Assim, a Semana deverá continuar a ter por espírito
homenagear Lurdes e defender o património baleeiro, o qual, a meu ver, é o grande valor das Lajes. Como o próprio nome indica, deverá ter essa duração (
sete dias) e não ser apenas uma festa das Lajes, mas
de todo o Concelho.
Será importante que
os patrocínios aumentem, nomeadamente os do comércio local, primeiros beneficiados do êxito da Semana. Sugerido que se realize uma
reunião entre todos e a Organização, para atempadamente estudar formas de contrapartida do investimento.
A Câmara não deveria autorizar que alguns estabelecimentos “façam barulho” até às 4 e meia da madrugada, limitando essa
autorização às 3 horas. A PSP cumprirá o seu dever de velar pela ordem pública, principalmente aos atropelos a essa mesma ordem. É que o barulho nocturno nas Lajes é perfeitamente insuportável nesses dias.
Deverá haver cuidado especial na elaboração do programa, para que
não haja horários coincidentes (ou quase) de muitas das actividades propostas, obrigando a uma ginástica contra-producente a quem queira assistir a duas ou três. Defende-se
um espaçamento das mesmas, de forma a obstar a esta situação.
Haja o que houver com a ampliação do “Museu dos Baleeiros”, importa arranjar outra
localização para a “Tasca das Terras”, por muitos considerada, já, um dos “ex-libris” da festa. Relativamente às outras “tasquinhas”, deveria ser combinado entre quem as patrocina, e igualmente antes da Semana, que
a oferta não fosse igual em todas. Repartindo as várias opções, não existiria a sensação, quase certeza, de que são todas iguais.
Importa ainda valorizar
a promoção do que é nosso (atenção à situação da Orquestra Municipal), no que respeita ao programa musical. Defendemos menos “vedetas” de fora, e
mais espaço para os artistas açorianos. O artista de fora actuaria no sábado.
Parecem ser estas as maiores conclusões.
Especificando alguns aspectos particulares, acrescentaria:
Seria possível um serviço extra de camionetas da Madalena e do Cais, especial para estes dias? Haveria ligação com transporte marítimo para Faial e S.Jorge?
Que entidade colocaria botes baleeiros para alugar à disposição dos visitantes?
A Filarmónica não poderia pensar em organizar um bingo durante as noites? Terá autorização legal para isso? Em paralelo com bailes e outras actividades, seria uma maneira de funcionar sempre.
O cinema não deverá fazer parte do Programa. Se não houvesse exibições regulares de filmes, ainda se poderia aceitar. Assim, quase parece como se um programa de televisão fosse incluído nas festividades.
O voleibol, o hóquei em patins e o ténis de mesa representam o Pico ao mais alto nível nacional. Porquê limitá-lo à prática amadora? Onde estão as equipas picarotas?
Despropositada e nada acrescentando, a galopante carroça puxada por um cavalo, conduzida por um senhor que mais parece sevilhano.
E finalmente, os “restos mortais” de copos de plástico e garrafas de cerveja, às centenas, que invadem a Vila durante a noite, oferecendo às manhãs um triste e degradante espectáculo. O pobre Pereira (que magnífico colaborador) não pode limpar aquilo tudo sozinho.
Uma vez mais, quero agradecer a todos os que participaram na discussão deste tema.
De uma forma civilizada, é possível levantar algumas questões pertinentes.
Importa agora que elas cheguem a quem de direito.
Por mim, publicarei em ”O Dever” estas conclusões, esperando que alguma entidade as possa ler.