Castelete Sempre
"Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades..." Alberto P.Lemos "Pedras Negras"
Terça-feira, Outubro 27, 2009
Terça-feira, Outubro 20, 2009
Meditar com Álamo (3)

"A mulher e o folião"
"em louvor do divino a mulher
estende um tapete de flores
talvez estrelas vermelhas
colhidas no céu da manhã
“ – são rosas meu senhor!”
e assim o mistério permanece.
ao longe o folião castiga o tambor do tempo.
a massa sovada é a sombra do perfume
os sons da tinta a erva-doce da memória."
"em louvor do divino a mulher
estende um tapete de flores
talvez estrelas vermelhas
colhidas no céu da manhã
“ – são rosas meu senhor!”
e assim o mistério permanece.
ao longe o folião castiga o tambor do tempo.
a massa sovada é a sombra do perfume
os sons da tinta a erva-doce da memória."
Quarta-feira, Outubro 14, 2009
Alfarrabista (22)

Este livro reúne uma série de crónicas que o seu autor publicou, em 1958, no jornal “A Ilha”, em S.Miguel.
À época, causaram brado, tendo levado inclusivamente à demissão do responsável pela Censura em Ponta Delgada.
O título é sugestivo, mas as cinco “desgraças” não eram, afinal, do “Arquipélago” mas da ilha de S.Miguel…visão muitas vezes actual...
Empresa Insulana de Navegação
Porto de Ponta Delgada
União das Fábricas Açorianas de Álcool
Bensaúde & Cª.
O açoriano
Tentando resumir:
A péssima qualidade de transportes oferecida, as fortunas criadas e negociadas no porto da cidade, as negociatas desenvolvidas ao abrigo do álcool e do açúcar, a “Bensaúde” que a tudo acorria e que de tudo beneficiava, e finalmente o simples cidadão açoriano, que a tudo assistia e nada tentava impedir.
Livro polémico, impressiona pela ousadia de Frazão Pacheco (1885 – 1964) em abordar temas tão “sensíveis” em pleno regime salazarista, e até pela “benevolência” do lápis-azul que lhe custaria o lugar.
À época, causaram brado, tendo levado inclusivamente à demissão do responsável pela Censura em Ponta Delgada.
O título é sugestivo, mas as cinco “desgraças” não eram, afinal, do “Arquipélago” mas da ilha de S.Miguel…visão muitas vezes actual...
Empresa Insulana de Navegação
Porto de Ponta Delgada
União das Fábricas Açorianas de Álcool
Bensaúde & Cª.
O açoriano
Tentando resumir:
A péssima qualidade de transportes oferecida, as fortunas criadas e negociadas no porto da cidade, as negociatas desenvolvidas ao abrigo do álcool e do açúcar, a “Bensaúde” que a tudo acorria e que de tudo beneficiava, e finalmente o simples cidadão açoriano, que a tudo assistia e nada tentava impedir.
Livro polémico, impressiona pela ousadia de Frazão Pacheco (1885 – 1964) em abordar temas tão “sensíveis” em pleno regime salazarista, e até pela “benevolência” do lápis-azul que lhe custaria o lugar.
Sábado, Outubro 10, 2009
Crónico

Digo e repito que Portugal trata mal os seus maiores.
A esmagadora maioria enquanto vivos, mas outros há, que mesmo mortos, não mereceram o devido respeito.
Teófilo Braga é, apenas, mais um exemplo.
Vale a pena ler a indignação do repórter que, em 1929, fez a notícia do leilão da casa do grande vulto açoriano.
(Revista ABC de 1929)
Domingo, Outubro 04, 2009
Única!
"Ao contrário das candeias de ferro usuais na sociedade tradicional do Pico, a lâmpada que temos vindo a estudar não tem qualquer dispositivo de suspensão, mas foi dotada de um pé com base de apoio e, por isso, a incluímos na categoria das lâmpadas de pousar (candeeiros), de que se conhecem inúmeras variantes.Na execução desta lâmpada rompe-se inovadoramente com as técnicas e modelos tradicionais. Como teria surgido este novo tipo de luminária? Admitimos que a imagem mental que precedeu a feitura de tal lâmpada tenha sido inspirada na observação de algum exemplar dos característicos candeeiros de azeite de latão feitos no continente e que chegaram a ser usados nalgumas casas do Pico e ilhas vizinhas.
Esta candeia funcionava com azeite de baleia e estava normalmente na cozinha, onde se passava a maior parte da vida doméstica.
Como não podia ser suspensa, pousavam-na num suporte especializado em madeira, o mancebo."
Fotografia e texto retirados, com a devida vénia, de:
"Sobre uma lâmpada tradicional da Ilha do Pico"
Rui de Sousa Martins
1986
| 01 Montanha do meu... |


