Paulo Luis

Não queria acreditar.
Mas o silêncio no telemóvel do Rui Pedro foi esclarecedor, e um telefonema posterior confirmou..
O Paulo Luís morreu.
Quero, neste momento doloroso, em que não me apetece escrever, recordar aqui, ainda que de forma singela, o Lajense, o Picaroto, mas acima de tudo, o Amigo.
Viveu a pensar nas Lajes, que lhe serviu de mote a muita pesquisa, a muita informação recolhida, a centenas de preciosidades fotográficas que possuía, e que teve sempre a amabilidade de colocar à minha disposição, para a divulgar neste “Castelete Sempre”.
Conhecia todas as pessoas, a todas falava de forma espontânea e alegre, comunicativo e extrovertido, acompanhando tudo o que de essencial se passava na Vila, com a sua máquina fotográfica sempre a postos, em reportagens que depois enviava quer para “O Dever” quer para "A Diáspora" no Canadá.
E também o Pico.
O desenvolvimento da Ilha, a comparação com o que se ia passando nas outras, a opinião sustentada e, amiúde, a crítica justa, o Amor à sua terra e ao seu progresso, o qual defendia acerrimamente.
Mas quero falar do Amigo.
Em tempos de muito fingimento, cinismo e superficialidade, ter tido um Amigo como este foi para mim, um privilégio.
Incitou-me muito a escrever no “Dever”, e acompanhou este blogue desde o seu início, dando-me palavras de estímulo, oferecendo-me material fotográfico que muito o enriqueceu, e dizendo-me sempre que nos reencontrávamos, “nunca desistas de escrever!”.
Não, meu querido Amigo, podes estar tranquilo.
Todos os que amam o Pico, acabam de perder alguém importante.
A toda a Família apresento as minhas mais sentidas condolências, e se me é permitido, simbolizo-as em dois apertados abraços, um ao António Manuel, outro ao Rui Pedro.
Mas o silêncio no telemóvel do Rui Pedro foi esclarecedor, e um telefonema posterior confirmou..
O Paulo Luís morreu.
Quero, neste momento doloroso, em que não me apetece escrever, recordar aqui, ainda que de forma singela, o Lajense, o Picaroto, mas acima de tudo, o Amigo.
Viveu a pensar nas Lajes, que lhe serviu de mote a muita pesquisa, a muita informação recolhida, a centenas de preciosidades fotográficas que possuía, e que teve sempre a amabilidade de colocar à minha disposição, para a divulgar neste “Castelete Sempre”.
Conhecia todas as pessoas, a todas falava de forma espontânea e alegre, comunicativo e extrovertido, acompanhando tudo o que de essencial se passava na Vila, com a sua máquina fotográfica sempre a postos, em reportagens que depois enviava quer para “O Dever” quer para "A Diáspora" no Canadá.
E também o Pico.
O desenvolvimento da Ilha, a comparação com o que se ia passando nas outras, a opinião sustentada e, amiúde, a crítica justa, o Amor à sua terra e ao seu progresso, o qual defendia acerrimamente.
Mas quero falar do Amigo.
Em tempos de muito fingimento, cinismo e superficialidade, ter tido um Amigo como este foi para mim, um privilégio.
Incitou-me muito a escrever no “Dever”, e acompanhou este blogue desde o seu início, dando-me palavras de estímulo, oferecendo-me material fotográfico que muito o enriqueceu, e dizendo-me sempre que nos reencontrávamos, “nunca desistas de escrever!”.
Não, meu querido Amigo, podes estar tranquilo.
Todos os que amam o Pico, acabam de perder alguém importante.
A toda a Família apresento as minhas mais sentidas condolências, e se me é permitido, simbolizo-as em dois apertados abraços, um ao António Manuel, outro ao Rui Pedro.
Não consigo escrever mais nada, neste momento.



24 Comments:
Dolorosa verdade.
"Todos os que amam o Pico, acabam de perder alguém importante".
Comecei por conhecê-lo apenas pelo seu espaço na net e depois cheguei a falar pessoalmente.
Condolências aos seus familiares.
Paz à sua alma.
ma.rodrigues
estamos mais pobres, nao consigo escrever mais até já PAULO LUÍS.
Querido Paulo Luís:
Neste momento de grande tristeza, recordo-me de tudo de bom que nos deixou: o sorriso de sempre, as saudações carinhosas, a máquina fotográfica imparável a reportar tudo o que se passava, e para mim em muito especial, a alegria com que dançava nos bailaricos da filarmónica e que me sacavam sorrisos e gargalhadas de pura boa disposição. À tua memória, meu querido amigo, uma tentativa de sorriso como aqueles que muitos anos me proporcionaste durante as minhas passagens pelo Pico. Perdoa-me as lágrimas, mas são de saudade e de dor por mais uma pessoa querida partir. À tua família e aos (imensos, tenho a certeza) amigos que deixas um grande beijinho de força.
Maria João Soares
Para o Paulo Luis só me apetece o silêncio. Já nada lhe posso dizer. Apenas o desejo da sua presença amiga, sorridente.Que Deus te recompense. Um amigo.
O coração do Paulo Luis, que muitas apoquentações lhe deu, desligou-o desta vida terrena. Era um jovem da minha idade...e foi-se...
Paulo Luis:
Então agora quem vai tirar as fotografias para "Adiáspora"? Deixaste-nos sòzinhos, sem o teu sorriso de bébé, sem as tuas palavras conciliatórias, sem o teu andar calmo de quem pondera muito bem por onde anda e onde pisa.
Lembras-te de como cantávamos naqueles espectáculos no Ginásio do Liceu? O que tu adoravas cantar!
Estavas sempre bem disposto, com um ar prazenteiro de quem dá muitas graças pela vida que tem. Tu eras um BOM! Um bom homem, um bom coração.
Como é que eu agora posso ir na procissão da Senhora de Lourdes, sem te ver por lá? Sem te ver com a tua preciosa máquina fotográfica, a tua companheira de toda a tua vida. Tu eras tu e a tua máquina. Tu eras as Lajes personificada. Porque tu amavas as Lajes como se pessoa fosse.
Paulo Luis, as saudades que vou ter de ti, nunca mais as matarei. Ficarei sempre com elas, meu BOM e PRECIOSO AMIGO.
Agora estarás junto a tua Mãe, tu que foste o seu primeiro filho.
Descansa em PAZ, meu querido Paulo Luis.
Camarada: Há momentos nas nossas vidas que desejaríamos não ter de os viver. Este será, seguramente, um deles. Recebi a notícia do teu passamento, pelo Juca... Naquele instante a sensação que tive foi de quem leva um murro no estômago!
Dada a diferença de idades, comecei a privar mais de perto com o Paulo Luís, nos anos de 74 e 75, em Ponta Delgada. A Pilar era, ainda, bébé... O Paulo Luís colaborava no Emissor Regional dos Açores, junto com o Sidónio, com o programa "Canal Pico", que ia para o ar aos sábados, de manhã. Quando regressou ao Pico, deu o seu contributo, entre várias Instituições, ao Jornal "O Dever", para quem escreveu inúmeras crónicas.
Longe de mim imaginar que o último abraço que trocávamos seria o do passado mês de Agosto, na nossa Vila. Mas, porque a vida é mesmo assim, prefiro continuar a vê-lo de sorriso franco e aberto e de máquina fotográfica em punho, captando, sempre e em toda a parte, momentos de magia! Porém, da próxima vez que eu voltar às Lajes do Pico, sentirei, seguramente, a sua falta.
O numeroso Clã dos Ávilas está de luto. Permitam-me que me associe a todos eles, neste momento de grande sofrimento, com especial destaque para o seu Pai, Filha, Esposa e Irmãos.
Querido Amigo: Que a terra te seja leve e até qualquer dia, A Gente vê-se, por aí...
Amigo Paulo Luis, ate qualquer dia e que Deus te recompense por tudo aquilo que fizeste em frol dos outros. Hoje, mais uma vez, o Pico chora. Um Abraco
A ilha ficou escura... O Outono mais triste... Mas o que guardo é MUITO e MUITO BOM. Agradecer-te não basta. Cativaste-me... Estás cá dentro... E de lá não te deixarei sair. C.
Não consigo acreditar fico com a recordação destas fotos que lhe tirei na Semana dos Baleiros 2009. Foi a unica vez que me despedi de ti Paulo Luis não esperava ser essa a despedida. AMIGO PARA SEMPRE
http://picasaweb.google.pt/fernmiguel/PauloLuis#
Infelizmente jamais teremos o prazer da companhia do nosso sempre jovial querido Paulo Luis. Estou triste...Tua ausencia sera dolorosamente sentida por imensas pessoas que, como eu, tiveram de uma maneira ou doutra, o previlegio do teu convivio.
Adeus querido Amigo ! Ate ao nosso reencontro
(Custa-me eleminar o
"Juncal11" da minha lista de amizades. Ou talvez nao o faca...)
AM
AO SR. PAULO LUÍS
Depois de ler versos meus telefonou-me, para me felicitar e ao mesmo tempo encorajar-me a continuar. Senti nas suas palavras tal entusiasmo que lhe ofereci um dossier com todos os que tinha no momento. Sentindo-se grato acolheu-me no seu rol de amigos o que muito me sensibilizou, passado desde então a trocar e-mails, avisando-me quando vinha a Lisboa, tendo até chegado a visitar-me de surpresa na minha casa. Era um homem vertical, humilde no seu modo de vida, comunicativo, bondoso e alegre.
Ao ler esta triste notícia, deixou-me perplexo, com lágrimas a aflorarem os olhos, olhando meio incrédulo a foto que encima esta notícia no Castelete Sempre.
Era uma fornalha ardente de amor pelo Pico e em particular pelas Lajes. Que na Pátria Celistial receba as nossas mágoas e saudades em contributo da sua amizade.
Eu te agradeço a amizade, amigo e Senhor PAULO LUÍS.
José Mancebo
Estou a chorar e a escrever estas palavras, porque sou hoje é que recebi esta noticia triste. Ainda estive com ele em Agosto, conversamos um bom bocado,muito bom amigo de mim e da familia. Peço desculpa mas não consigo dizer mais nada. A toda a sua famila as minhas condolências e que Deus vos ajude nesta hora.
José Manuel Medina
Não tire o "juncal11". Eu não o vou tirar. Ele estará sempre connosco.
Após o nosso almoço de bloguistas, o Paulo Luis ficou muito transtornado com a notícia da morte da minha irmã. E ele morreu como ela: só, em casa e de repente. Faz impressão...
Amigos como tu ,são difiçeis de encontrar e impossíveis de esqueçer ,descansa em paz PAULO LUÍS.
Pr tudo aquilo que foste, es e seras, obrigado paulo Luis.
Paulo Luis,
Impossível! Não vou ao teu funeral. Não tenho forças para tanto.
Pode parecer indelicadeza, falta de ética e de consideração para contigo e teus familiares, mas não posso, não vou mesmo. Desculpa, amigo.
Pensava que já tinha chorado tudo na vida. Pensava que ainda me restava um pouco da minha coragem tantas vezes posta à prova em lutas penosas na tangente da morte...Mas não dá. Voltei a chorar hoje com lágrimas vindas das minhas entranhas mais profundas.
Quantas vezes me disseste que as nossas doenças do coração nunca seriam aceites nem entendidas por ninguém!? Nem amigos nem parentes nem colegas...Todos nos considerariam de perfeita saúde até ao dia da nossa morte. Tudo o mais ficaria apenas connosco: as nossas mágoas e angústias, o nosso penoso e invisível sofrimento, o nosso desalento, enfim... Mas será que nós, doentes do coração, sentimos mais do que os outros? Sentimos porque somos doentes? Ou adoecemos porque sentimos?...
Este ano, após um interregno de alguns anos, fui à festa de S. Mateus. Não sei porquê, deu-me, de repente, uma vontade incontida de ir a S. Mateus a meio da tarde do passado dia 21. Passei pela escola e convenci a minha filha a ir comigo. Ela, sendo avessa a festas, aceitou acompanhar-me na esperança de se encontrar lá com algumas amigas. Fomos direitos à igreja rezar. Depois arrematei umas maçãs e fiquei no adro aguardando a distribuição das rosquilhas, junto à capela do Espírito Santo, onde meti conversa com os amigos lajenses maestro Emílio Porto e Padre Tomás Cardoso.
Foi a Ana Rita (minha filha preferida, como lhe digo às vezes) a dar por ti em frente à igreja numa conversa animada com gente conhecida, a câmara fotográfica na mão, como sempre.
Simples e espontânea a observação da minha filha: "Olha, o amigo do pai".
Eu olhei e conclui simplesmente: " Meu amigo não, amigo de todos".
Breve a minha escusada observação. Mas saíu assim mesmo. E sabes que eu não penso para dizer...Mas hoje sinto-me um tanto confortado por ter dito aquilo de ti na última vez que te vi. Pena que de ti há tanto de bom para ser dito...
Queres saber o mais curioso? Esta tarde, quando explicava à minha filha quem era o meu amigo que se finara repentinamente, ela concluiu logo: "Ah, aquele que era amigo de toda a gente"!
Neste momento doloroso a mminha língua, tantas vezes descuidada e fértil em falácias de ocasião, sente-se inchada de orgulho por estas palavras derradeiras a teu respeito. Isso é pouco. Mereces que de ti digam muito mais e melhor. Mas sei, ao menos, que fui verdadeiro e justo.
Iniciei estas linhas para explicar a razão por que não posso ir ao teu funeral mas penso que não me justifiquei. Nem sei como fazê-lo. Ultimamente ando assim. Eu, que ia a todos os funerais,fujo desses acompanhamentos, quer sejam de amigos quer de familiares de amigos, companheiros de internamento hospitalar... Vamos todos caminhando, uns atrás dos outros...
Desculpa-me esta falta, Paulo Luis. O pedido de desculpas é mais para os teus porque sei que tu me compreendes em absoluto.
Ficámos, afinal, todos de luto nesta ilha que era mais tua do que de ninguém. O tempo alterou-se de repente, a Maré encheu de mais e o Castelete chia de dor como um Adamastor enfurecido. Alguns, porém, merecem mais as condolências do momento.
Aqui fica, então, este abraço de pesar ao Senhor Ermelindo, teu pai. À tua filha Pilar e a tua esposa. Aos teus irmãos e irmãs: António Manuel, Helena, José Gabriel, Maria da Graça (sou dos poucos que a chamam assim) Rui Pedro, Carlos Emílio, Ângela e Olga Maria, bem como aos demais parentes inesperadamente enlutados.
Não vou ao teu funeral, perdoa-me. Sei que não aguentaria.
Ficarei chorando todo este doloroso pesar.
Sentidamente.
30.SET.2009
A. Terra Gracia
As minhas condolências para ti,José Augusto,familiares e restantes amigos.
Há uns dias que não conseguia entrar no Castelete porque o meu computador anda meio avariado.Fiquei surpreendida com esta notícia, porque no dia em que o Paulo Luís faleceu,eu tinhas telefonado à Margarida e ela estava transtornada porque tinha acabado de saber da notícia da morte e um amigo que havia tido uma morte parecida com a da irmã.
Não conheci a pessoa, mas deixo aqui a expressão do meu pesar, pois, pelos testemunhos deixados, era uma pessoa linda e para se recordar sempre.Que descanse em paz.
Ao Paulo, também eu Paulo, um aterno descanso.
Tive a alegria de rir com ele no domingo, tomada de posse dos novos párocos das Lages do Pico.
Recordo na minha passagem pelo "Dever" a ajuda que me deu contra "Ventos e Marés" "Portos e rochedos", no levar o "dever", no cumprimento do dever!
A minha alma é pequena para dizer tudo, por isso fico garto á amizade que pude partilhar na pessoa do Paulo Luís.
Pe. Paulo Areias
A notícia, como sabe, chegou-me por si. Triste notícia para se dar ou receber, mas a vida prega-nos estas partidas. Perdemos mais um amigo. Relembro os risos e palavras, partilha do último almoço em que estivemos juntos... é esse o Paulo Luís que eu quero recordar.
Conheci o Paulo Luís ainda há poucos dias, simpatizámos de imediato um com o outro, conversámos e prometemos conversar mais, infelizmente foi essa a única oportunidade, mas não mais me esquecerei dele.
Fiquei varado, hoje, quando o Sr. Fernando Ranha me disse que o Paulo Luís tinha morrido.
Que dizer, em momentos como este para que as palavras nada servem e os sentimentos pouco adiantam?
Enviar um abraço muito apertado a todos os amigos Machado Ávila, a começar pelo grande e sempre muito querido amigo Sr. Ermelindo.
Com uma oração de paz em Deus.
Daniel
como principiar a escrever sobre a morte do nosso querido amigo Paulo Luis nao ha/ so queria dizer ao' Senhor Ermelindo Avila & toda a familia saber que reso, e mandei dizer missas por alma dele e simplesmente e o que eu posso fazer ' e as nossas condolencias para toda a familia e paz a sua alma Paulo Luis Norberto&Juvenalia Fontes
FAZ hoje,dia 30 de NOVEMBRO,2 meses que o nosso saudoso,PAULO LUÍS morreu,é difícil de acreditar,por tudo que fizesteá minha FAMILÍA que DEUS te de as bençaos do CÉU,APROXIMA-SE O NATAL,nunca eramos esquecidos por ti,o carnaval também eras tu a abrir o baile,como costumamos dizer eras tu,de apito na boca,chapéu na cabeça para tirar,a senhora ao par mais próximo, era uma alegria imensa,chegamos a vir na camioneta da carreira para casa,como tantos outros eram outros tempos,impossíveis de esquecer,pois o baile na FILARMÓNICA, tinha acabado á pouco tempo,assaltos carnavalescos,era o mesmo,só que nesse tempo,as senhoras estavam sentadas,na sala,os homens,no bar,nao havia espaço para mais,mas tudo se fazia,hoje em dia nao falta espaço pouco se faz,PAULO LUÍS,fica aqui uma recordaçao euma saudade muito grande,os que viveram sabem que é verdade,para os que nao sabem,talvez pouco interessa,nao importa,e os FLECHAS,grande conjunto,composto por músicos,eo nosso saudoso MAESTRO SR.MANUEL XAVIER,a minha memória é muito traiçoeira,mas no bom sentido,graças a DEUS,UM ABRAÇO AOS DOIS,NUNCA SERAO ESQUECIDOS POR MIM E MINHA FAMILÍA.BEM HAJAM.
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