3 Anos!
O "Castelete Sempre" começou a 22 de Setembro de 2006.
Tem valido a pena!
Tem valido a pena!

"Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades..." Alberto P.Lemos "Pedras Negras"
| 01 Montanha do meu... |
12 Comments:
Meditar com Nemésio
Revisito-o amiúde, aprendo sempre e delicio-me com o estilo, com o conteúdo, com tudo.
Estou novamente com "Corsário das Ilhas", um livro fantástico que relata o regresso, em visita, do grande açoriano ao arquipélago.
E, como é próprio dos Mestres, a escrita de Nemésio deixa-nos frequentemente a meditar sobre o que lemos.
“Com mais umas duas singruras eis-me no Pico, ilha sagrada. Os seus esporões de lava parecem dar assento e estrutura ao arquipélago inteiro. Já dizia Chateaubriand, que passou por lá em moço: "inútil farol de noite, sinal sem testemunha de dia". E não é a melancolia e o estilo do jovem Visconde que ali falam. Na verdade, aproando das Velas(S.Jorge) à Horta(Faial) a impressão que tenho, contornando o Pico no rebocador de alto-mar que me embala bem mais do que me leva, é que este bom monstro marinho feito de nuvens e de escória é um puro padrão de utopia - autenticamente um marco levantado em nenhures, como se Plutão quisesse demonstrar a perfeita gratuitidade dos seus movimentos e criações.”
Vitorino Nemésio, in Corsário das Ilhas, 1956
Meditamos?
José Augusto Soares, Castelete Sempre 4.XI.2006
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Meditar com José Augusto Soares
Revisito-o amiúde, aprendo sempre e delicio-me com o estilo, com o conteúdo, com tudo.
Estou novamente com "CasteleteSempre", um blogue fantástico que relata o regresso, em visita, do grande açoriano ao arquipélago.
E, como é próprio dos Mestres, a escrita de José Augusto Soares deixa-nos frequentemente a meditar sobre o que lemos.
“São nove e meia da noite.
Sentado num dos poucos bancos existentes no “Cruzeiro”, cercado pelo silêncio e pela noite, olho para as ruínas da esplanada do “Sr. Edmundo”, escura e podre, decrépita e triste, e recuo com o meu pensamento umas quatro ou cinco décadas.
Fixemo-nos em 1961.
A esta mesma hora, desta mesma noite de Agosto.
Não consigo contar o número de pessoas que aqui estão. Duzentas? Enchem os bancos de madeira corrida, o muro do “hospital”, muitos trouxeram cadeiras de casa que colocaram à porta do “Grémio”, grupos pequenos quase tapam a entrada do Café, que faz negócio até ao aviso de que a luz vai-se apagar. Ao som das cagarras, miúdos correm uns atrás dos outros, revejo-me. Os vários candeeiros públicos enchem o local de luminosidade, ajudados pelo emblema amarelo da companhia petrolífera, pendurado num poste por baixo da movimentada esplanada, ao lado das escadas cobertas que de manhã servem de acesso ao pão fresco e à noite a muitas sessões de cinema ao ar livre.
Conversa-se.
Desde a loja do Tibério ao “Cruzeiro”, muito movimento de casais com crianças, velhos pescadores que comentam os “tempos de agora”, a baleia que se apanhou ontem, as aventuras vividas. Senhoras de todas as idades, de todas as classes sociais.
Revejo muitas caras.
Figuras características da Vila, cujo lugar nunca foi ocupado posteriormente, que marcaram a sua época. A nossa época. Que ficaram, como mitos, na lembrança de quantos tiveram o ensejo e a sorte de com eles conviver, de lhes ouvir as histórias, os gracejos hilariantes, as brincadeiras.
Património não diferente do chamado “cultural”, que como este urge preservar para que não se perca definitivamente a identidade da terra, e se caia numa massa amorfa de informações pouco úteis e ainda menos interessantes, em tempos de pouco rigor e muito falso e pretencioso vanguardismo. (…)”
José Augusto Soares, in O Dever, 21 de Agosto de 2009
Meditamos?
Chansonnette, 22. IX.2009
Deslumbramentos, assombros, nostalgias, inquietações.
Êxtases, meditações. Pensamentos, sugestões. Pareceres, constatações. Leituras, recomendações. Reticências, exclamações. Reparos em diversas entoações. Objectivas em várias direcções.
Foram desafios lançados. Pegadas num encalço a seguir.
Foram imagens de cálidos estios, representações de mares bravios.
Um rasto de candura, uma asserção de crítica feroz, uma pitada de ironia. Paleta de aromas e cores, saberes e sabores.
Um blogue, termómetro emocional do seu dono. Baú da memória, que sendo líquida é de pedra.
Adulterando a cançoneta, eu elejo Foram cravos, foram rosas.
Foram anos… três. Parabéns!
muito bem
continua assim
um forte abraço para o teu pai
Não tinha lido o artigo do Juca, publicado no "O Dever", de 21 de Agosto... Apesar do que alguém da Família "deu" ao Jornal, não sobra um único exemplar para ser colocado na caixa do correio do nº6, da Rua Padre Xavier Madruga. É claro que se todos pagam a respectiva assinatura, não poderá haver excepções (?)...
Li-o agora, meditando, graças a chansonnette!
Estou emocionado! Não sei se é da idade se por, estar "fresco" de mais uma saída da Ilha. Da minha e nossa Ilha, que, apesar de tudo e qual feiticeira, continua a encantar. Teimosamente!
Recuei, como o Juca, no tempo. Vi tudo o que ele descreve, do banco do cruzeiro. E vi mais! Vi um coreto e vi um maestro, de batuta em punho, a reger não sei quantas Filarmónicas. Depois?... Depois veio o silêncio, interrompido por um ou outro automóvel e por uma ou outra cagarra e, por fim, bateu a Saudade. E uma lágrima rolou!...
Parabéns ao "Castelete Sempre" e um abraço ao meu Querido Primo, seu autor.
Parabéns,José Augusto,pelo 3ºaniversário do teu «Castelete Sempre».
Vim aqui desaguar um dia,ao acaso,num morno mês de Janeiro.Passeei os olhos pelas imagens,depois pelos textos.Fiquei a ver e fixei-me no subtítulo:«Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades...».Interessou-me este «aviso» de Alberto P.Lemos extraído de «Pedras Negras» que o autor deste blog colocou no frontispício,na porta de entrada.Entrei devagarinho,não fosse o dono reparar...
«Este avantajado gigante» mostra,defende,mima,clama,reclama,ironiza,acalma,ilumina e inspira tudo que mereça SER.
Continuo a vir aqui.Este espaço é bom.Muito bom.Nele é-se e sente-se de verdade.
Obrigada,Castelete.Que SEJAS sempre!
Eduarda
Parabêns!
Sou cliente assíduo e quero continuar a sê-lo
Ajuda-me a aplacar a saudade dessa ilha que "se me pegou à pele"
José Salvador Soares
Parabéns
Para mim, o Castelete Sempre será sempre um blog de referência.
Um abraço picaroto
Parabéns.E mais três, como objectivo a curto prazo.Nestes três anos em que muito desiludi com outros espaços virtuais, o Castelete continuou a «chamar-me» com a sabedoria e a tranquilidade de quem tem mais tempo do que idade.
Urbanobett.
Meu caro:
Sem discursos.Apenas, dizer-te, como o poeta, "tudo vale a pena se a alma não é pequena". E a tua ultrasse a montanha.
Abraço amigo do
JA+
It is a terrific blog. Congrats are in order.
Keep it up, "old" buddy. We all appreciate it.
AM
(Ando às avessas com a internet que pouco me dá e muito me tira...)
...mas, jamais em tempo algum poderia passar sem botar faladura!
Falando sério:
Zé Augusto, tu p'ra mim és o "Castelete sempre" e o "Castelete sempre" és tu! Quero dizer-te, nesta confusão de identidades, que olho para os dois com uma ternura imensa e, acima de tudo, por partilhares connosco este teu "filho". Não posso esquecer-me que conheci primeiro o teu "Castelete Sempre". Tu vieste depois...e vieram para me consolar.
Obrigada por vocês existirem - tu e o teu blog.
(Não sei o que tenho hoje, mas acho que não estou nos meus dias, pois não consigo dizer coisa com coisa...)
Sabes uma coisa, Zé Augusto? Um BEIJO!!!!!!!
Eu tinha razão.
Até por estes amáveis comentários verifico que "tem valido a pena!"
Obrigado a todos.
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